Sonhos

Acredito que os sonhos são ou podem ser uma imagem da realidade, algo que o nosso cérebro enquanto carregamos baterias nos vai dando dicas sobre o que fazer ou como agir. Também acredito que sonhamos com coisas que desejamos, por vezes com coisas que achamos inatingíveis. Mas afinal o que é o sonho se não a nossa capacidade de chegar mais longe, de idealizarmos algo melhor. Será que a frase “Quando o homem sonha, a obra aparece”, não continua a fazer sentido? Eu acredito que sim.

Não podemos esperar que os sonhos se tornem realidade de um dia para outro, nem que aconteçam por obra e graça do espírito santo,  sem nada fazermos para os obter. Temos de contar com contratempos, imprevistos, situações que nos vão atrasar ou fazer mudar de rumo nessa caminhada, e o nosso papel é simples, continuar a sonhar, continuar a acreditar que vamos atingir o nosso sonho, que vamos conquistar o nosso objectivo.

Acredito que as imagens e situações que vivemos e experimentamos nos nossos sonhos podem ser indicações claras do que devemos ou não fazer. Não sei se de um ente superior, ou do nosso cérebro, mas acredito que se tivermos atenção e nos concentrarmos em nos lembrar dos sonhos, que podem servir de linhas orientadoras. Que podemos retirar deles lições importantes.

Para concluir, e acredito que tudo é possível quando nos mentalizamos e esforçamos em atingir e conquistar os nossos sonhos. E acabo com um frase que me saiu hoje num momento de devaneio:

Há sonhos que gostava que se tornassem realidade, e realidades que gostava de transformar em sonhos.

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Adiar decisões

Adiar decisões é o mesmo que adiar sonhos, adiar objectivos, de dizer eu quero isto mas não agora, quero isto mais tarde. Não adiem decisões, pensem que se tem um objectivo para alcançar devem tomar as decisões o mais rápido possível. Primeiro tomam a decisão, depois encontram a solução.

Adicionalmente a decisão esta directamente ligada a uma outra coisa, a acção. Tomar uma decisão, sem aplicar nenhuma acção, é igual a pura ilusão. Tomar uma decisão implica acção, implica procurar uma solução para atingir o objectivo, e o pior que se pode fazer, como vejo tantas pessoas, é tomar uma decisão e ficar à espera que algo aconteça, pelo simples facto de ter decidido. O maior problema nisto é, mais uma vez, o receio de falhar. Na minha maneira de pensar, como programador informático, para cada acção existem sempre duas reacções, a que queremos, e a que não queremos, por isso, logo à partida quando tomamos uma acção temos 50% de sucesso. Isto claro está se tivermos em mente a historia do copo de água, o qual distingue o optimista do pessimista. Num copo com 50% de água, o pessimista achas que está meio vazio, o optimista que está meio cheio.

A acção que tomamos deverá ser sempre seguida de um plano, uma estratégia, um guia bem definido que garanta a conquista do nosso objectivo, e claro está, executar o plano. Mais uma vez, uma excelente decisão, ou plano, ao qual não aplicamos nenhuma acção é pura ilusão. O melhor plano do mundo guardado na gaveta gera zero de resultado, o pior plano do mundo posto em acção gera conhecimento, gera experiência, e por sua vez leva-nos a perceber como melhorar o plano.

A questão das decisões podem ser aplicadas  não só aos objectivos materiais, mas também aos sentimentais, não é que eu seja um expert nesta matéria, mas uma coisa eu sei, se quando gostamos de alguém não tomamos a decisão de lho dizer, e adiar-mos essa decisão, então o mais provável é nunca conseguirmos conquistar essa pessoa. E aqui, tal como nos objectivos materiais, o que temos já de garantido é que não temos nada, e ao tomar a decisão de falar com essa pessoa podem acontecer as tais duas reacções, continuar-mos sem nada, ou conquistarmos a pessoa. Visto desta forma o negativo, o que não queremos já é o que temos, por isso decidir e agir, só pode trazer algo melhor.

Resumindo a questão das decisões, se quero algo, então tento agir o mais breve possível e tomar alguma acção em relação ao que quero. Garantidamente já temos o negativo, por isso o melhor que pode acontecer é atingirmos o nosso objectivo. Por isso Decida e ponha-se em Acção.

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O medo de perder tira a vontade de vencer

Há algum tempo atrás ouvi esta frase, e realmente faz muito sentido. Passei a prestar mais atenção às razões pelas quais desmotivava de fazer alguma coisa, ou de conquistar algo, e na sua maioria foram pelo receio de perder algo, de arriscar, de ficar na dúvida entre se valia a pena arriscar o que tinha, para conquistar o que queria, ou não. Logicamente que não estou a falar de apostas, estou a falar de receio de perder, por exemplo, tempo a fazer alguma tarefa, receio de  me dedicar a algo que podia ou não funcionar, receio de investir neste ou naquele negócio, com receio de perder o investimento.

Depois de pensar no assunto, de ver o como as outras pessoas reagiam perante estes mesmos desafios, percebi que realmente a frase faz todo o sentido, vejo e noto que as pessoas se acomodam por medo, que deixam de ir à luta por medo, que não fazem esta ou aquela tarefa, em busca de um objectivo, por medo de perderem algo, e o mais incrível é que esse medo na sua maioria é apenas medo do fracasso, medo de não conseguirem, de não estarem à altura. As pessoas antes mesmo de tentarem fazer algo, de pelo menos uma vez olharem em frente e dizerem vou tentar, desistem mesmo antes de começarem.

A minha pergunta é, porque não arriscar? Porque não tentar? Pelo menos uma vez. Será que todos nascemos a saber andar? A saber falar? A saber fazer o nosso trabalho? Porque é que nos acomodamos tanto? Porque é que apenas lutamos pelas coisas básicas e não lutamos mais um pouco pela conquista dos tais objectivos maiores?

Não quero com isto dizer que tenhamos de nos atirar de cabeça, e de olhos fechados a todo e qualquer desafio, mas sim que, se acharmos pelo menos uma vez que é isso que queremos, então vamos à luta, vamos fazer como quando começamos a andar, que primeiro gatinha-mos, caímos, levanta-mo-nos, voltamos a tentar, uma e outra vez ate conseguirmos andar, até conseguirmos correr. Imaginem o que seria do mundo se quando começamos a andar e caíssemos a primeira vez nunca mais tentássemos andar? Então, porque não perder esse medo de falhar e voltar a tentar, uma e outra vez até conseguirem o que querem?

Esqueçam o medo do fracasso, e procurem a alegria da conquista, e certamente vão atingir e conquistar mais metas.

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