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O Inicio

Começar algo novo é sempre complicado, no meu caso, e pensando no que me leva a abraçar este desafio de “escrever um livro” mais ainda. Gosto de me desafiar a mim próprio e de tentar perceber quais são os meus limites para os tentar superar e esta ideia de escrever um livro é um desses desafios.

O tema em questão, “Eu quero, eu posso, eu consigo”, tem sido para mim desde há muito tempo um lema, uma forma de encarar a vida e as dificuldades, tem sido uma forma de me obrigar a lutar por aquilo que quero. Pode parecer estranho mas a ideia geral de escrever este livro, ou estes texto, passa por me fazer recordar a mim próprio a forma como sei que devo actuar perante os meus objectivos, passa por me fazer reviver alguns bons e maus momentos, algumas percas e algumas conquistas e a forma como reagi a cada uma delas, ou como deveria ter reagido a cada uma destas situações.

É um pouco estranho até para mim, estar a fazer isto, colocar num papel, para outros lerem alguns pensamentos, ideias, sentimentos que normalmente tão bem guardo só para mim, mas mais importante do que outras pessoas lerem estes textos, é eu poder revive-los, a cada palavra, a cada frase que vai saindo e que vou sentido que é isto que devo fazer para me continuar a obrigar a caminhar em direcção aos meus objectivos.

Tenho muito a tendência a falar sobre  este tema, objectivos, conquista, desafios, porque eles são realmente o que me movem, o que me fazem ter vontade de viver, de lutar, de me conseguir dizer a mim próprio, conseguis-te, ou tenta mais um pouco, esforça-te mais um pouco e vais conseguir. Tenho muito a tendência a perder-me nos meus pensamentos, e a dar por mim a falar silenciosamente comigo próprio, discuto comigo próprio, converso comigo próprio, parabenizo-me a mim próprio, e certamente sou o maior critico de mim próprio, e embora possa parecer estranho, o que sei e posso garantir é que nós devemos ser os nossos maiores críticos, tanto para o bom como para o mau, se não tivermos a capacidade de nos auto avaliar, que vivemos connosco próprios à tanto tempo, quem irá ser bom a fazer esse papel, quem melhor que nos próprios sabe o que nos vai na alma, o que mais gostamos, e que menos nos da prazer, o que queremos fazer, o que sonhamos, o que queremos conquistar, quem melhor que nós para nos apontar o dedo e nos corrigir, quem melhor que nos para dizer no silencio de um monologo Parabéns, conseguis-te, atingis-te o teu objectivo.

Lógico que ouvir as opiniões das outras pessoas, ouvir do lado de fora alguém dizer que isto está errado, ou está certo, faz parte do nosso crescimento, e é necessário sempre haver alguém que nos possa dizer essas coisas, que nos faça distinguir o bom do mau, que nos possa dizer, erras-te aqui, deverias ter feito desta forma, ou melhor, parabéns conseguis-te fazer isso correctamente. Tem de haver sempre pessoas assim ao nosso redor, porque não somos donos de verdades absolutas e é com essas pessoas que devemos aprender para depois nos podermos auto avaliar, para nos podermos corrigir, podemos dizer que temos de ter na nossa mente alguém que nos possa servir de guia, de exemplo para cada uma das situações da nossa vida, quer seja pessoal, ou profissional, pessoas para quem olhamos e dizemos, eu gostava de poder ser assim, ou, eu gostava de saber fazer o que esta pessoa faz.

Depois, temos de absorver ao máximo toda a informação ao nosso redor, sermos aspiradores de conhecimento, de ideias, sermos gravadores de palavras e frases, usar a memória como uma maquina de filmar, e gravar-mos na nossa memória mini vídeos daquilo que queremos, para as poder-mos ver e rever mentalmente e mais tarde podermos usar como guias para aquilo que queremos atingir, ou para aquilo em que nos queremos tornar. E há tanto para dizer sobre isto, que tenho medo de cair num sem fim de frases que dizem exactamente o mesmo, porque esta é sem dúvida uma das formas que sempre usei para atingir os meus objectivos, ter um ponto de comparação com alguém ou algo, ter um ponto onde mentalmente eu veja, é aquilo que eu quero, é aquilo que quero atingir, ou é assim que eu quero ser. E sonhar, sonhar acordado com o que quero, imaginar como será quando o tiver, quando atingir o objectivo, acreditar que já o consegui e alegrar-me, sentir-me feliz por estar a caminhar no caminho certo, por estar a ir de encontro ao que quero. Há uma frase que me recordo dizer algo parecido com, “A alegria não está no atingir um objectivo, ou na conquista de alguma coisa, mas sim na caminhada que fizemos para chegar até lá”.

Quando me refiro à frase “Eu quero, eu posso, eu consigo”, estas são as primeiras ideias que me vem à mente sobre o assunto, temos de ter uma imagem clara sobre o que queremos, e acreditar sempre muito, independentemente do que nos acontece  que vamos conseguir atingir a meta, que vamos conquistar o sonho, e acima de tudo divertir-mo-nos nessa caminhada até ao sonho final.

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