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Arquivo de Maio, 2010

Adiar decisões

Adiar decisões é o mesmo que adiar sonhos, adiar objectivos, de dizer eu quero isto mas não agora, quero isto mais tarde. Não adiem decisões, pensem que se tem um objectivo para alcançar devem tomar as decisões o mais rápido possível. Primeiro tomam a decisão, depois encontram a solução.

Adicionalmente a decisão esta directamente ligada a uma outra coisa, a acção. Tomar uma decisão, sem aplicar nenhuma acção, é igual a pura ilusão. Tomar uma decisão implica acção, implica procurar uma solução para atingir o objectivo, e o pior que se pode fazer, como vejo tantas pessoas, é tomar uma decisão e ficar à espera que algo aconteça, pelo simples facto de ter decidido. O maior problema nisto é, mais uma vez, o receio de falhar. Na minha maneira de pensar, como programador informático, para cada acção existem sempre duas reacções, a que queremos, e a que não queremos, por isso, logo à partida quando tomamos uma acção temos 50% de sucesso. Isto claro está se tivermos em mente a historia do copo de água, o qual distingue o optimista do pessimista. Num copo com 50% de água, o pessimista achas que está meio vazio, o optimista que está meio cheio.

A acção que tomamos deverá ser sempre seguida de um plano, uma estratégia, um guia bem definido que garanta a conquista do nosso objectivo, e claro está, executar o plano. Mais uma vez, uma excelente decisão, ou plano, ao qual não aplicamos nenhuma acção é pura ilusão. O melhor plano do mundo guardado na gaveta gera zero de resultado, o pior plano do mundo posto em acção gera conhecimento, gera experiência, e por sua vez leva-nos a perceber como melhorar o plano.

A questão das decisões podem ser aplicadas  não só aos objectivos materiais, mas também aos sentimentais, não é que eu seja um expert nesta matéria, mas uma coisa eu sei, se quando gostamos de alguém não tomamos a decisão de lho dizer, e adiar-mos essa decisão, então o mais provável é nunca conseguirmos conquistar essa pessoa. E aqui, tal como nos objectivos materiais, o que temos já de garantido é que não temos nada, e ao tomar a decisão de falar com essa pessoa podem acontecer as tais duas reacções, continuar-mos sem nada, ou conquistarmos a pessoa. Visto desta forma o negativo, o que não queremos já é o que temos, por isso decidir e agir, só pode trazer algo melhor.

Resumindo a questão das decisões, se quero algo, então tento agir o mais breve possível e tomar alguma acção em relação ao que quero. Garantidamente já temos o negativo, por isso o melhor que pode acontecer é atingirmos o nosso objectivo. Por isso Decida e ponha-se em Acção.

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O medo de perder tira a vontade de vencer

Há algum tempo atrás ouvi esta frase, e realmente faz muito sentido. Passei a prestar mais atenção às razões pelas quais desmotivava de fazer alguma coisa, ou de conquistar algo, e na sua maioria foram pelo receio de perder algo, de arriscar, de ficar na dúvida entre se valia a pena arriscar o que tinha, para conquistar o que queria, ou não. Logicamente que não estou a falar de apostas, estou a falar de receio de perder, por exemplo, tempo a fazer alguma tarefa, receio de  me dedicar a algo que podia ou não funcionar, receio de investir neste ou naquele negócio, com receio de perder o investimento.

Depois de pensar no assunto, de ver o como as outras pessoas reagiam perante estes mesmos desafios, percebi que realmente a frase faz todo o sentido, vejo e noto que as pessoas se acomodam por medo, que deixam de ir à luta por medo, que não fazem esta ou aquela tarefa, em busca de um objectivo, por medo de perderem algo, e o mais incrível é que esse medo na sua maioria é apenas medo do fracasso, medo de não conseguirem, de não estarem à altura. As pessoas antes mesmo de tentarem fazer algo, de pelo menos uma vez olharem em frente e dizerem vou tentar, desistem mesmo antes de começarem.

A minha pergunta é, porque não arriscar? Porque não tentar? Pelo menos uma vez. Será que todos nascemos a saber andar? A saber falar? A saber fazer o nosso trabalho? Porque é que nos acomodamos tanto? Porque é que apenas lutamos pelas coisas básicas e não lutamos mais um pouco pela conquista dos tais objectivos maiores?

Não quero com isto dizer que tenhamos de nos atirar de cabeça, e de olhos fechados a todo e qualquer desafio, mas sim que, se acharmos pelo menos uma vez que é isso que queremos, então vamos à luta, vamos fazer como quando começamos a andar, que primeiro gatinha-mos, caímos, levanta-mo-nos, voltamos a tentar, uma e outra vez ate conseguirmos andar, até conseguirmos correr. Imaginem o que seria do mundo se quando começamos a andar e caíssemos a primeira vez nunca mais tentássemos andar? Então, porque não perder esse medo de falhar e voltar a tentar, uma e outra vez até conseguirem o que querem?

Esqueçam o medo do fracasso, e procurem a alegria da conquista, e certamente vão atingir e conquistar mais metas.

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O Inicio

Começar algo novo é sempre complicado, no meu caso, e pensando no que me leva a abraçar este desafio de “escrever um livro” mais ainda. Gosto de me desafiar a mim próprio e de tentar perceber quais são os meus limites para os tentar superar e esta ideia de escrever um livro é um desses desafios.

O tema em questão, “Eu quero, eu posso, eu consigo”, tem sido para mim desde há muito tempo um lema, uma forma de encarar a vida e as dificuldades, tem sido uma forma de me obrigar a lutar por aquilo que quero. Pode parecer estranho mas a ideia geral de escrever este livro, ou estes texto, passa por me fazer recordar a mim próprio a forma como sei que devo actuar perante os meus objectivos, passa por me fazer reviver alguns bons e maus momentos, algumas percas e algumas conquistas e a forma como reagi a cada uma delas, ou como deveria ter reagido a cada uma destas situações.

É um pouco estranho até para mim, estar a fazer isto, colocar num papel, para outros lerem alguns pensamentos, ideias, sentimentos que normalmente tão bem guardo só para mim, mas mais importante do que outras pessoas lerem estes textos, é eu poder revive-los, a cada palavra, a cada frase que vai saindo e que vou sentido que é isto que devo fazer para me continuar a obrigar a caminhar em direcção aos meus objectivos.

Tenho muito a tendência a falar sobre  este tema, objectivos, conquista, desafios, porque eles são realmente o que me movem, o que me fazem ter vontade de viver, de lutar, de me conseguir dizer a mim próprio, conseguis-te, ou tenta mais um pouco, esforça-te mais um pouco e vais conseguir. Tenho muito a tendência a perder-me nos meus pensamentos, e a dar por mim a falar silenciosamente comigo próprio, discuto comigo próprio, converso comigo próprio, parabenizo-me a mim próprio, e certamente sou o maior critico de mim próprio, e embora possa parecer estranho, o que sei e posso garantir é que nós devemos ser os nossos maiores críticos, tanto para o bom como para o mau, se não tivermos a capacidade de nos auto avaliar, que vivemos connosco próprios à tanto tempo, quem irá ser bom a fazer esse papel, quem melhor que nos próprios sabe o que nos vai na alma, o que mais gostamos, e que menos nos da prazer, o que queremos fazer, o que sonhamos, o que queremos conquistar, quem melhor que nós para nos apontar o dedo e nos corrigir, quem melhor que nos para dizer no silencio de um monologo Parabéns, conseguis-te, atingis-te o teu objectivo.

Lógico que ouvir as opiniões das outras pessoas, ouvir do lado de fora alguém dizer que isto está errado, ou está certo, faz parte do nosso crescimento, e é necessário sempre haver alguém que nos possa dizer essas coisas, que nos faça distinguir o bom do mau, que nos possa dizer, erras-te aqui, deverias ter feito desta forma, ou melhor, parabéns conseguis-te fazer isso correctamente. Tem de haver sempre pessoas assim ao nosso redor, porque não somos donos de verdades absolutas e é com essas pessoas que devemos aprender para depois nos podermos auto avaliar, para nos podermos corrigir, podemos dizer que temos de ter na nossa mente alguém que nos possa servir de guia, de exemplo para cada uma das situações da nossa vida, quer seja pessoal, ou profissional, pessoas para quem olhamos e dizemos, eu gostava de poder ser assim, ou, eu gostava de saber fazer o que esta pessoa faz.

Depois, temos de absorver ao máximo toda a informação ao nosso redor, sermos aspiradores de conhecimento, de ideias, sermos gravadores de palavras e frases, usar a memória como uma maquina de filmar, e gravar-mos na nossa memória mini vídeos daquilo que queremos, para as poder-mos ver e rever mentalmente e mais tarde podermos usar como guias para aquilo que queremos atingir, ou para aquilo em que nos queremos tornar. E há tanto para dizer sobre isto, que tenho medo de cair num sem fim de frases que dizem exactamente o mesmo, porque esta é sem dúvida uma das formas que sempre usei para atingir os meus objectivos, ter um ponto de comparação com alguém ou algo, ter um ponto onde mentalmente eu veja, é aquilo que eu quero, é aquilo que quero atingir, ou é assim que eu quero ser. E sonhar, sonhar acordado com o que quero, imaginar como será quando o tiver, quando atingir o objectivo, acreditar que já o consegui e alegrar-me, sentir-me feliz por estar a caminhar no caminho certo, por estar a ir de encontro ao que quero. Há uma frase que me recordo dizer algo parecido com, “A alegria não está no atingir um objectivo, ou na conquista de alguma coisa, mas sim na caminhada que fizemos para chegar até lá”.

Quando me refiro à frase “Eu quero, eu posso, eu consigo”, estas são as primeiras ideias que me vem à mente sobre o assunto, temos de ter uma imagem clara sobre o que queremos, e acreditar sempre muito, independentemente do que nos acontece  que vamos conseguir atingir a meta, que vamos conquistar o sonho, e acima de tudo divertir-mo-nos nessa caminhada até ao sonho final.

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